domingo, 19 de setembro de 2010

Zumbilândia (Zombieland), EUA, 2009, 88 minutos


Diretor: Ruben Fleischer
Roteirista: Rhett Reese, Paul Wernick
Elenco: Woody Harrelson, Jesse Eisenberg, Emma Stone, Abigail Breslin

O mundo está infestado por zumbis que desejam fazer dos humanos seus lanches. Nesse cenário apocalípticos dois solitários sobreviventes devem aprender a trabalhar em conjunto, ainda mais quando duas “indefesas” garotas aparecem em seu caminho ...

Filmes de Zumbis que buscam ser sérios, ainda são engraçados. A junção de gêneros pela lógica devia deveria será algo natural, entretanto este é o segundo filme que usa esta combinação mas que se diferencia do inovador “Todo Mundo Quase Morto ” que é uma sátira mais voltada para o humor negro. Zoombilândia é um “roadmovie”, que aposta em humor mais “light” contando com cenas que parecem ser retiradas de antigos desenhos animados. O terror e suspense não foram totalmente descartados, sendo usadas de forma estratégicas em algumas cenas do filme.

O diretor Ruben Fleischer fez um ótimo trabalho em seu filme de estréia. Usa e abusa de câmeras lentas de alta resolução que proporcionam cenas ao mesmo tempo: belas, nojentas e engraçadas. A história do filme parece ser mais um piloto de uma série de TV, do que um longa metragem, se concentrando na primeira metade na apresentação do interessante elenco de suas personagens.

O filme conta com uma surpreendente participação especial. Isto é, para quem não leu os muitos críticos que revelaram a surpresa em seus textos. Como não gosto de estragar surpresas, saibam apenas que é um dos melhores atores de Hollywood e cuja participação já valeria o filme.

O roteiro inova ao dar um novo significado social aos filmes de Zumbi, Romero já havia utilizado os zumbis como uma metáfora contra a sociedade de consumo, e agora temos uma crítica ao isolamento humano, facilitado pelas novas tecnologias de comunicação, e a ausência de compromissos.

O resultado final é um filme longe da perfeição, mas acima da média da maioria das comedias produzidas por hollywood. Essencial para quem gosta de filmes de Zumbi ou esteja com vontade de assistir um filme inovador, divertido e com um ótimo elenco.

Zumbilândia - Persoangens e Elenco

Da esquerda para a direita:

Wichita: A garota linha dura, que aproveita dos seus talentos para conseguir sobreviver no mundo e proteger sua irmão caçula. Interpretada por Emma Stone, que vem aos poucos conseguindo papeis com maior destaque.

Tallahassee: O heroi durão que desconhece o medo e apresenta um prazer sádico ao matar Zumbis. Interpetado por Woody Harrelson que mais uma vez mostra seu talento que vem sendo mal aproveitado por Hollywood.

Columbus: O nerd covarde, que consegue sobreviver por ser naturalmente solitário e preso ao seu próprio “mundo” pelas regras que ele mesmo se impõem. Seu interprete Jesse Eisenberg, vem se saindo bem no cinema independente atuando sempre em papeis semelhantes, ajudado por sua áurea “looser”.

Little Rock: A irmã caçula de 12 anos, que apesar da idade já sabe bem como sobreviver a Zumbilândia. Interpretada por Abigail Breslin, a eterna Miss Sunshine e que vem se destacando como umas das principais atrizes mirim.

Minhas Adoráveis Ex-Namoradas (Ghosts of Girlfriends Past), EUA, 2009, 100 minutos

Direção:Mark Waters
Roteiro: Jon Lucas e Scott Moore
Elenco: Matthew McConaughey, Jennifer Garner, Michael Douglas, Emma Stone, Breckin Meyer.

O filme mistura comedia romântica com o conto de “A Christmas Carol”, de Charles Dickens, porem sem o natal e trocando o “sovinismo” pelo egoísmo “romântico”. Os fantasmas viraram “as fantasmas” e oferecem uma nova chance ao galã Connor Mead “Matthew McConaughey de rever suas prioridades e recordar do que pode ser o seu único amor verdadeiro: Jenny Perotti (Jennifer Garner). Participa ainda do elenco ainda Michael Douglas, homenageado seus papeis de conquistador na década de 80 e Emily Stone.

O filme que deve agradar aos amantes de comédia romântica cujo segredo do sucesso é manter o padrão. Já as tais “inovações literárias” não bastam para agradar os não fãs do gênero.

A Casa das Coelhinhas (The House Bunny), EUA , 2008 - 97 min

Direção: Fred Wolf
Roteiro: Karen McCullah Lutz, Kirsten Smith
Elenco: Anna Faris, Colin Hanks, Emma Stone, Kat Dennings, Katharine McPhee, Rumer Willis

O filme acaba sendo uma “vingança dos nerds” voltado ao público feminino. Até tenta enganar e levar o público masculino ao cinema ao transformar a protagonista em uma coelhinha da playboy. Agravado o engodo ao retratar a mítica mansão de forma extremamente “comportada”. Um aviso aos homens que se interessaram ao filme, abstraiam a imagem da “coelhinha” e saibam que é um “filme de mulher” feito para meninas ...

Anna Faris literalmente criou um filme para se promover. Ela participou desde a criação a produção do filme, direcionando o produto para sua própria atuação - Provavelmente esperando pular alguns degraus da escada do sucesso – Mesmo em sua produção anão teve coragem de fugir de sua zona de conforto, construindo uma personagem , que apesar de menos inteligente, relembra em muito a personagem de seu filme de “maior sucesso”: Legalmente loira. O fracasso da “Casa das Coelhinhas” , com merecida razão, acabou “sabotando” sua escalada ao sucesso a retirando de vez do “quadro” das queridinhas de Hollywood ao ponto de não conseguir mais nenhum papel de destaque depois desta produção.

O roteiro é de uma típica comédia adolescente sobre fraternidades de universidades, inspirada no “clássico”: A Vingança dos Nerds, e repleta de clichês. A baixa criatividade também afeta o humor do filme que raramente consegue arrancar algum riso.

Não há grandes destaque nos elenco, merecendo apenas duas observações: Emma Stone, que vem se demonstrando ser uma boa atriz, neste filme acaba pecando pelo excesso ao Interpretar uma nerd de forma extremamente estereotipada. E a presença de Rumer Willis a filha de Bruce Willis e Demi More, que definitivamente foi escalada pelo nome, a ela falta, e muito, tanto a beleza da mãe, quanto o “talento”, ou melhor carisma do pai (tanto que foi “sumiu” de Hollywood).

Como não encontro nenhuma virtude para poder indicar este filme. Se forem assistir, vejam com a menor expectativa possível, para conseguir se divertir com uma ou outra cena do filme.

O Roqueiro (The Rocker), 2008, Estados Unidos,110 min



Direção: Peter Cattaneo.
Roteiro: Maya Forbes e Wallace Wolodarsky, baseado em história de Ryan Jaffe.
Elenco: Rainn Wilson, Christina Applegate, Teddy Geiger, Josh Gad, Emma Stone, Jeff Garlin, Jane Lynch, Jason Sudeikis

“Robert “Fish” Fishman é o extremamente dedicado e espantosamente passional baterista da banda cabeluda dos anos 80 Vesuvius, que vive o sonho do “rock and roll” até que é mandado embora na banda. Vinte anos depois de suas fantasias de “rock star” serem destruídas, justo quando ele desiste de toda esperança, ele ouve que a banda colegial de seu sobrinho, a A.D.D., está a procura de um novo baterista e decide voltar à ativa.”

O filme é uma comédia ancorada no estereotipo do típico roqueiro dos anos 80, e que continua preso aos “costumes” deste movimento musical. Aposta em um humor “físico”, com caras e bocas no estilo “Jim Carrey”. Contando com o talento de Rainn Wilson, que já provou seu “tino” humorístico na TV, mas infelizmente não deu muito certo neste tipo de humor. A produção e direção parecem ter esquecido, que tal como o estilo musical retratado no filme, o estilo de humor aplicado, fazia “sucesso”em outras décadas.

Os adolescentes do filme também se enquadram fora da realidade. Parece que “O roqueiro” esta deslocado no passado. São “bem vestidos”, caretas e comportados. Os filhos que todos pais gostariam de ter. Entre os atores jovens, destaca: Emma Stone participando de seu segundo filme, mostrando um pouco mais de seu talento.

O longa parece mais um episodio de TV do que um filme hollywoodiano. Caso gostou da sinopse, assista sem nenhuma perspectiva e pode ser que não ache tão ruim. Porém não recomendo.

Superbad, É Hoje (Superbad), 2007, EUA, 113 min


Diretor: Greg Mottola
Roteiro: Seth Rogen, Evan Goldberg
Elenco: Jonah Hill, Michael Cera, Christopher Mintz-Plasse, Bill Hader, Seth Rogen, Martha MacIsaac, Emma Stone, Aviva

Apesar de se tornando um filme “cult” é bom ressaltar que Superbad é um “besteirol”, um filme adolescentes, voltado ao público masculino. O diferencial do filme é que ele aborda uma temática séria e relativamente complexa: A profunda amizade entre os dois protagonistas, um “Bromancer”, e a conseqüente dor de saber que sua longa amizade ira sofrer o choque da separação. Soma-se a ansiedade de saber que entraram também em uma nova etapa da vida. O amadurecimento provocado pelo “rito de passagem” da formatura da High School (equivalente a nosso ensino médio). Elementos que facilitam o processo de identificação com as personagens, contribuindo para a aceitação do filme, a ponto de ser cultuados.

Escrito pela dupla: Evan Goldberg e Seth Rogers, considerados pela crítica os grandes nomes das atuais comédias norte americanas; não fugindo do “padrão” de seus filmes, mantendo um humor sexista, recheado de piadas que exploram a cultura e o modo de vida “norte americano”. Algo cada vez mais raro em Hollywood que busca um padrão cultural “globalizado” para facilitar o consumo mundial de seu produto. Dado este fator o filme não repetiu o sucesso que fez nos EUA, no resto do mundo.

Mesmo quem não gosta do gênero, desconhece a cultura norte americana ou já viu outros trabalhos da dupla de humoristas, ainda pode se divertir com Super Bad dada à qualidade de seu elenco e dos personagens que interpretam. A começar pelo elenco principal: Jonah Hill e Michael Cera que estão ótimos em seus papéis de adolescentes (ambos já passaram desta fase na gravação do filme), construindo uma química perfeita entre suas personagens (elemento indispensável a um “bromance”). Os coadjuvantes estão igualmente interessantes. Seth Rogers (acumulando funções) e Bill Hader, estão extremamente engraçados vivendo a dupla insana de policiais. A ascendente Emily Stone faz um de seus primeiros papéis. Mesmo assim o único adolescente de verdade Christopher Mintz-Plasse, consegue a façanha de roubar todas as cenas que aparece interpretando o icônico Mc Loving, que fatalmente será mais lembrando e referenciado que o próprio filme.

Superbad é realmente um filme diferente. Aborda o “rito de passagem” mesclando elementos sérios com elementos de comédia “non sense”. Procurando retratar a atual juventude, gerando um contraponto com a juventude da década de 80 (que os roteiristas fizeram parte), através da dupla de policiais. Limita suas “besteiras” nos diálogos, sem apelar para cenas de nudismo e escatológicas. Resultando em um filme autêntico, interessante e divertido. Que consegue a façanha de inovar em um gênero considerado “batido” e “alienado”.

+ Conheça Melhor as Personagens

Personagens - Superbad

O elemento mais interessante de Superbad, está em sua gama de personagens, que carregam traços biográfioas de seus criadores: Seth Rogen, Evan Goldberg. Até o nome dos protagonistas são os mesmos da dupla criadora. Elementos biográficos podem também nas falas da dupla de policiais (sendo um vivido pelo próprio Seth Roger). Os cuidados na construção dos personagens os deixaram incrivelmente criveis, dentro dos absurdos do filme. Conheçam melhor as as principais personagens do filme:


Seth
O gordinho Seth, tem um comportamento extremamente fútil, uma mente pervertida e um vocabulário recheado de palavrões. Ainda assim é um “nerd”, com sérios problemas de relacionamento fora de seu nicho de amigos, especialmente com as mulheres.
É extremamente apegado ao seu amigo Evan, e que terá que se separar em breve, já que vão cursar diferentes universidades. Fator que vem lhe gerando grande melancolia. Seu comportamento “imbecil” esconde uma personalidade muito diferente da que transparece em seu comportamento “escroto”. Interpretado por Johan Hill, que consegue transmitir grande carisma ao seu personagem.

Evan
Evan é antagônico a Seth. É introvertido, contido e sofre com problemas de relacionamentos gerados por sua timidez. Extremamente apegado aos amigos, em especial a Seth. Também teme pelo futuro da amizade, dada a iminente separação. Fato agravado por ele esconder um segredo que teme não ser aceito pelo amigo. Interpretado por Michael Cera , que vem cada vez mais provando ser um ótimo ator e perfeito para e este arquétipo de personagem.

McLoving
Dentre a fauna de interessantes personagens do filme, o coadjuvante “MCLoving” consegue roubar todas as cenas que aparece e mereceria um filme a parte. Vivendo Fogell, o perfeito arquétipo nerd. Que resolve, no ultimo dia de aula, dar vazão a todos os seus desejos reprimidos. Se transformando em “McLoving”, um anti herói nerd, munido dos “poderes” de uma falsa e divertida carteira de habitação. O ator Chistopher Mintz-Plassse transforma a personagem em algo “icônico”, que chega a transcender o filme, criando um dos mais marcantes personagens que apareceram nas comédias dos últimos anos.

Oficiais: Slater (Bill) e Michaels (Seth)

A dupla de policiais encarna o estilo “loucademia e policia”. Totalmente irresponsáveis e inconseqüentes. Os policiais acabam relembrando e personificando as transgressões típicas da adolescência, porém transvertidos e dotados dos “poderes” de seus opressores. Personagens bem representados por Bill Hader e Seth Rogers.